quinta-feira, 15 de julho de 2010

Reporte de Sessão 9

Conseguimos as informações com os Firbolgs. Ainda que fossem um passo a frente em nossa jornada não eram boas notícias. O cajado havia se quebrado, e estava sendo disputado pelos senhores dos Dragões Tiamat e Bahamut. Haveria espaço para um mortal nessa luta? Bom nós os mortais somos os únicos que temos algo a perder, por isso somos os mais persistentes.

O GRUPO
  • Gil Galard - Eladrin Warlord - Puppet
  • T-800 - Warforged Barbarian -  SubCmtMarques
  • Tyrell - Half Elf Paladin - Jan
  • Caco - Githzerai Hybrid  Warlorck / Swordmage - Zucatto
  • Tar - Dragonborn Hybrid Warlock / Barbarian - Zucatto
  • Naraq-Inbar - Longtooth Shifter Ranger - Naraq-Inbar



A MISSÃO

Retornamos a cidade de Nesme dizendo que havíamos derrotado os Firbolgs e fomos aclamados como heróis. Embora toda a cidade festejasse minha mente estava consumida pelas palavras dos monstros - "O cajado está sendo disputado por Tiamat e Bahamut ... Ele foi quebrado e a partes com os dragões, Swordwings e no Plano do Caos". Abri o mapa de Feywild e ao sudoeste encontre a sugestiva Floresta dos Dragões, a busca tinha que começar por um ponto e esse seria o ponto de partida.

Enquanto planejava nossa partida, em meio a multidão um moleque veio correndo em nossa direção. Pedi que ele retomasse o fôlego e contasse por que estava nos procurando. Ele vinha da Floresta Úmida, que estava sendo atacada por uma hydra, os habitantes de Delya ouviram os boatos sobre heróis nesse plano e o enviaram para pedir ajuda.


Ainda que não estivesse em nossos planos não havia como negar a ajuda, descemos o rio até Delya. Chegando lá vimos que os cidadãos já estavam organizando uma pequena tropa para pegar o monstro, liderada por um dragonborn chamado Tar. Convencemos os habitantes que caso fossem até lá so encontrariam a morte certa, Caco resolveu ficar na cidade para impedir que outra tropa se formasse, enquanto isso Tar se juntou a nós, segundo ele, a hydra possuía um parentesco com seu pai.

Chegamos até a vila de pescadores que agora estava abandonada e com as casas quebradas. Rumamos até a lagoa pois, hydras gostam de água, enquanto pensávamos em um modo de trazer o monstro até a borda, Tar foi até a lagoa gritando pelo monstro, agitando a água e perguntando se ele era seu pai. Lógico que a besta de várias cabeças atendeu o chamado, bom trazê-lo não foi problema, resta agora prendê-lo. Nesse momento o machado de T-800 mostrou sua utilidade, com um golpe os músculos do monstro se retraíram e ele não mais conseguiria andar.

Mesmo assim cada golpe fazia uma nova cabeça brotar, cabeças que nos cobriam com um ácido que devorava nossa carne. Por fim quando a sétima cabeça caiu a hydra não conseguiu criar outra, estávamos virando o jogo. Investimos rumo a vitória, que conseguimos, com vários ferimentos e cicatrizes que jamais desaparecerão.

Durante a volta expliquei a Tar que aquilo é era uma hydra e ele tinha sangue dracônico. Não sei se foi uma boa ideia pois, o dragonborn resolveu nos seguir.

Aproveitamos que a lagoa estava segura e fomos de barco até Turlan, a cidade mais próxima da Floresta dos Dragões, onde iríamos procurar por um guia. Encontramos um ranger chamado Gilrond, que nos deu dois preços, um para nos guiar pelo o norte da floresta e outro pelo sul. Perguntei o motivo e ele respondeu que a Floresta a muitos anos foi dividida entre Bahamut e Tiamat, dessa forma os dragões metálicos ficaram com o norte e os cromáticos com o sul. Depois de algumas cervejas e umas moedas de outro ele disse que havia um eremita que vive na parte norte da floresta. Tratei com ele para que nos levasse até esse eremita, ele nos advertiu que o eremita não era conhecido por sua hospitalidade.

De todos os lugares que já havia estado, dos horrores da guerras, as planíces cinzas do Shadowfell, ou a frondosa Floresta Oriental nada haveria me preparado para o que eu veria. A floresta era formada por árvores enormes e abaixo delas, como se fossem lobos em uma floresta de inverno, dragões!! Em sua maior parte metálicos e filhotes, Gilrond disse que a floresta é quase um berçário, quando os dragões ficam mais velhos partem para algum lugar. Fomos até o eremita.

O eremira era um senhor muito velho, com o rosto marcado pelas eras mas, tinha olhos brilhantes e penetrantes, sua voz soava como um trovão. Estava entre alguns dragões dourados filhotes!! Ao avistar Gilrond o comprimentou como se fossem antigos amigos, quis saber então o que fazíamos alí. Quando fui começar a história ele me interrompeu, disse que eu estava pulando algumas partes.

Quem havia roubado o cajado de Orcus era Gratzz e ela o dividiu em oito partes e as lançou em diferentes lugares e planos. O eremita disse que Tiamat deixou uma das partes sob a vigília de um dragão branco no extremo oeste perto de Varil. Por fim ele pediu que nós abandonássemos a floresta.

Nos viramos e partimos, pouco depois um enorme clarão seguido por uma onda de calor e um forte cheiro de açafrão. Ao virarmos para onde estava o eremita alí estava um enorme dragão dourado, tão grande que o reflexo do sol em suas escamas clareou a floresta por vários metros. - Não se espantem, esse não é o tamanho real dele, é só uma versão mais confortável - disse Gilrond - Veem por que não existem caçadores de dragões nessas terras.



Fomos até a margem do rio com Gilrond, onde nos despedimos e seguimos em direção a Varil. Varil não era exatamente uma cidade mas, sim um posto avançado de guarda. Ao chegarmos lá os guardas nos mostraram onde estava o covil do dragão, junto com concelhos de não ir até lá.

Partimos pela vastidão gelada, o frio cortante e as dunas de neve, não se ouvia nada além do eterno assobio do vento. Eis que derepente o chão se abre, uma explosão, T-800 e arremessado a vários metros no ar. Abaixo de nos um verme do gelo faminto acabara de se mostrar. Pior para ele pois, queríamos mesmo esquentar nossos corpos antes do combate com o dragão. O frio se mostrou incapaz de aplacar a fúria de Naraq-Inbar que junto com T-800 e Tar despedaçaram o monstro.

Chegamos até o covil do dragão, não havia como errar, uma enorme caverna no meio da vastidão gelada. Entramos e já podíamos sentir seu bafo gélido. Fomos recebidos com uma grande baforada de gelo que Tyrell em um ato de coragem, ou loucura, direcionou totalmente para sí. Sua pele perdeu a cor mas, seu coração era forte - O que estão olhando, há um dragão alí.



A caverna era tão alta que o maldito podia ficar voando e nos atingindo com sua baforada, resolvemos nos esconder para forçá-lo a descer. Quando ele desceu percebeu o ímpeto de minha lança, meu ataque encheu os corações de meus companheiros de coragem e partimos para o combate juntos.

Os ferimentos se acumulavam e nossos músculos começavam a falhar, o frio estava fazendo seu trabalho. As caimbras eram tantas que manter a posição de guarda era um suplício. Nosso sangue se acumulava em poças congeladas no solo e o demônio já salivava com o gosto de nossa carne.

Olhei para os meus pares, todos estavam machucados mas, não viemos até o fim do mundo para virar comida de dragão. Um brilho nos olhos de todos se acendeu, e essa chama inflamou o ímpeto dos guerreiros que finalmente derrubaram o bicho.

Passamos a vistoriar a caverna. Encontramos um aposento no fundo com vários esqueletos de dragões jovens, fracos demais para atender a causa de Tiamat e finalmente uma das peças do artefato que tanto procurávamos.

Pegar a peça acendeu nossa esperança, estamos no rumo certo, faltam mais sete. Mas agora somos também parte do jogo entre vários deuses malignos, para onde rumar agora? Como esconder nossa presença?


Nenhum comentário:

Postar um comentário