quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Miniaturas - parte 2

Como na nossa última sessào a gente usou um cubo mágico como Golem de Correntes, eu resolvi montar outras miniaturas (large, huge e gargantuan) tomando de base as que o Puppet fez de tamanho medium.





Miniaturas Large
http://www.4shared.com/file/220044475/faf674e8/Modelo-large.html

Miniaturas Huge
http://www.4shared.com/file/220044903/540cd449/Modelo-huge.html

Miniaturas Gargantuan
http://www.4shared.com/file/220045917/f2c64674/Modelo-gargantuan.html

Reporte de sessão 4

Um reporte de sessão é um relato sucinto (rs) dos acontecimentos da última sessão de jogo. Haviamos entrado no labirinto que fica no subsolo da casa do gnomo, estavamos atrás de uma joia capaz de armazenar a alma de uma pessoa, para entregá-la ao necromante, e também de mais um dos rubis de Hallowmark. Depois de duas batalhas contra terríveis golens estavamos exaustos e nos preparamos para montar acampamento.

O GRUPO
  • Gil Galard - Eladrin Warlord - Puppet
  • T-800 - Warforged Barbarian - Sub Cmt Marques
  • Sunaj - Deva Hybrid Swordmage/Wizard - Jean
  • Wicket Ewok - Elf Ranger - Soulcrook
  • Naraq-Inbar - Dwarf Ranger - Naraq-Inbar
  • Péti - Halfling Rogue - Barba
A MISSÃO

Terminamos de montar acampamento, escalamos a guarda, primeiro T-800 e depois eu, nós dois dormimos pouco enquanto nossos outros companheiros precisam de mais tempo. Ainda durante a primeira hora T-800 ouve o barulho de correntes sendo arrastadas e se aproximando, ele acorda a todos e nos vemos de frente a um enorme golem feito de correntes, não havia condições de enfrentá-lo. Corremos até uma bifurcação e tentamos nos esconder. Infelizmente furtividade não é um dos meu talentos, nem do T-800 o golem conseguiu nos ouvir e mais uma vez se aproximava de nós. Havia pouco tempo para pensar, existia uma porta no final do corredor mas, era certo que havia armadilhas ali. Resolvemos eu e T-800 distrair o monstro enquanto Wicket trabalhava na porta e nas armadilhas.

De perto o golem era ainda maior que aparentava, e para o nosso total pânico havia corretes no chão para todo o lado, essas correntes se entrelaçavam em nossas pernas e deixavam o movimento muito difícil. Quando nos preparavamos para atacar ouvimos o ruído de um trovão, Wicket acabava de cair em uma armadilha, é seria uma noite longa. O golem nos enredou e nossas armas se monstraram inúteis contra ele. Wicket recuperou a conciência depois do estrondo e abriu a porta eu me teleportei para longe mas, infelizmente T-800 não possui tal habilidade, corremos para a sala e fechamos a porta rezando pela alma de nosso companheiro e preparando o pergaminho de ressurreição.

O monstro levou T-800 mas, não o matou, ainda que ele tentasse escapar as correntes sempre o apertavam cada vez mais e mais, não havia como sair dali. Na sala contruímos uma barricada na porta e finalmente conseguimos durmir. No outro dia logo que acordamos resolvemos avançar um pouco mais no labirinto mas, dessa vez de forma bem cautelosa. Wicket ia na frente escondido e avançavamos sempre que estava tudo tranquilo.

Chegamos ao centro do labirinto, e Wicket pode ver qual era a criação do gnomo, tratava-se de um esqueleto de serpente no lugar da cabeça havia o cranio de um humanoide pequeno, como um halfling, no cranio havia incrustados quatro rubis. Resolvemos voltar, eu e Wicket não somos uma grande força e Naraq insistia em ficar dançando forró com uma anã imaginária, nada despertavá-o do transe.

Enquanto voltavamos vimos T-800 enredado pelo golem, parecia morto, como na noite anterior não teriamos força para retirá-lo dali, precisavamos de gente e um plano. Chegamos até a porta o maldito gnomo havia trancado-a e queria cobrar para abrí-la, logo o dissuadimos e falamos que precisavamos de ajuda senão não conseguiriamos derrotar o monstro do meio do labirinto.

O gnomo foi até nosso QG, lá encontrou Sunaj lavando a louça e mais um pequeno companheiro de nome Peti, novamente cobrou pelas informações (eu já disse que odeio esse gnomo ?) e os levou até a entrada do labirinto. Durante a volta passamos novamente perto do golem de correntes, depois de algumas tentativas frustadas Sunaj apareceu com uma magia que acertou T-800 e o teleportou para longe do monstro. Descobrimos, para a nossa alegria que T-800 ainda estava vivo, ferido mas vivo. O gnomo nos deu uma informaçã valiosa, aparentemente os golens ativam somente durante uma hora no dia, limpam os labirintos e retornam a sua posição inicial. Tinhamos tempo então antes daquele monstro de metal se reativar.

Peti logo revelou sua utilizade, ainda que seus olhos fossem piores que os do elfo suas mãos eram bastante ágeis com suas gazuas e ferramentas. Chegamos até o quarto central ondea serpente nos aguardava. Uma flecha certeira de Wicket a derrubou, depois disso foi a vez de T-800 mantê-la no chão com suas machadadas. Com um brado enchi os corações de meus companheiros de confiança. A batalha trancorria mais fácil do que esperado e pouco a pouco as chamas que queimavam dentro das joias se apagavam. De repente Naraq que estava um tanto zonzo durante o combate, algo normal para ele, tomba em nossa frente, totalmente pálido enquanto uma das joias se acende novamente. Era óbvio para todos o monstro sugava almas. Sunaj usou então um de seus mais poderosos ataques e o monstro ficou completamente indefeso. Usamos toda a força que possuiamos para matá-lo rapidamente mas, não sem antes perder a alma de Sunaj.

Retiramos os rubis da face do monstro, podia-se ver as duas almas dentro deles. Subi até o altar e joguei uma corda para Wicket, ele rapidamente encontrou uma pedra solta e pediu para que eu descesse. Infelizmente os olhos do elfo foram novamente enganados e mais uma vez um gás voou em sua direção. Wicket saiu do altar carregando um baú, dentro dele um relógio com a foto do gnomo, eu peguei o relógio e guardei em meu bolso junto com as joias. T-800 resolveu carregar o esqueleto da serpente no pescoço como um adorno.

Voltamos para a porta de entrada, dessa vez ouviamos vários passos átraves da porta que se abriu assim que dissemos que estavamos com o tesouro. Para a nossa surpresa o gnomo havia chamado a guarda de Ankh Morpork, e além dele encontravam-se na sala mais dois soldados e seu capitão. O gnomo havia os dito que nós eramos ladrões, eu retruquei dizendo que ele havia nos contratado e não havia pago. Após alguma discussão ele perguntou sobre o tesouro e os rubis, eu disse que haviamos quebrado os rubis, pois eram vis embora ele não pareça ter acreditado muito em mim T-800 conseguiu ser bastante convicente. Aproveitei de um minuto de distração e pedi que Wicket entregasse seu arco para os guardas mas, que desse algum trabalho a eles. Enquanto eles se degladiavam eu aproveitei para esconder os rubis em um dos compartimentos do T-800.


Me voltei ao gnomo e disse - Perdemos dois colegas e esse não é o meu melhor dia, você pode deixar esses homens nos prederem, aí seu relógio vira a prova de um crime e você só vai vê-lo daqui a alguns meses, ou você nos deixa ir em paz e tem seu relógio de volta agora - O gnomo notou que não tinha opções e fez o acordo. Além do estipulado teriamos que manter distância do gnomo e de suas propriedades, fomos embora e o nojentinho ainda teve coragem de me oferecer um pergaminho de ressurreição.

O boato da invasão da casa do gnomo espalhou feito um rastilho de pólvora, resolvemos que não era mais seguro ficar na cidade, dispensamos a Janine arrumamos a carroça e partimos em direção a cidade do necromante.

Ao chegarmos lá tivemos uma grata surpresa, ainda não era uma cidade movimentada mas, havia vida nas ruas. Os boatos sobre a nossa invasão pareciam não ter chegado ou as pessoas não lhes deram ouvidos. Fomos até a taverna procurar pelo paradeiro do necromante, infelizmente descobrimos que ele havia sido pego pela guarda de Ankh Morpork para a prisão central dos reinos. Usamos de nosso status conseguido na cidade para que um clérigo fizesse um ritual de preservação de corpos e partimos para Ankh Morpork.

Chegando lá fomos direto para a prisão, com exeção de Peti que resolveu andar pelas ruas cobertas de pessoas. Chegando na prisão dissemos que precisávamos falar com o prisioneiro chamado Borrich, o guarda nos informou que ele era um dos prisioneiros especiais e que precisariamos de uma permissão especial do chefe da guarda que se encontrava fora da cidade, bom sabiamos que ele jamais consederia essa permissão para nos. Tentamos dissuadir o guarda dizendo que o necromante havia se apoderado da alama de dois de nossos companheiros mas, mesmo assim ele foi irredutível.

Bom estavamos em uma situação desesperada, precisavamos de um plano desesperado. Nos afastamos da cidade e demos início a algo que vai mudar nossa trajetória nesse mundo. Primeiro pedi a Peti que voltasse a Ankh Morpork e espalhasse boatos que T-800 estava bastante descontente com o grupo. Quebramos uma das joias e ressucitamos o anão, ainda que o Deva fosse nosso aliado por mais tempo eu precisava de força bruta, quebramos a outra pedra para liberar a alma de Sunaj.

Voltamos até cidade e montamos campana frente as lojas do gnomo, agora T-800 não andava mais conosco, esperamos por três dias mas, sempre que ia se deitar o gnomo estava acompanhado. No final do terceiro dia notamos que ele preparava uma caravana tinhamos que agir agora, quando o gnomo chegou junto com o capitão da guarda para se recolher eu teleportei no meio dos dois com a lança apontada para o pescoço do capitão - Mova um músculo e você morre - Wicket e sua flecha certeira miravam a cabeça do gnomo, após alguns instantes o anão se juntou a nós na emboscada. Para dentro e sem dar um pio - eu disse - Não tenho muito mais coisa a perder nesse mundo, andem !!


Chegamos até a sala de estar e Wicket rapidamente acionou as portas de metal, estavamos presos; perfeito ! Ordenei que o gnomo ressucitasse o deva mas, quando fui fustigá-lo com minha lança ele desapareceu. É um tolo gnomo, não pode ficar invisível para sempre e não pode fugir daqui - gritei pela sala. Nesse momento o capitão resolveu nos dar algum trabalho, abatemos ele mas, apenas o desarcordamos. O gnomo concordou então em fazer o ritual mas, disse que precisava de insumos que estavam no depósito - É a porta da esquerda, abra a da direita e você morre - Eu disse a ele, ele abriu o depósito e fez o ritual enquanto mantinhamos o capitão desacordado. Com Sunaj ressucitado jogamos o gnomo no depósito e fechamos a porta, fomos embora então.

Na manhã T-800 encontrou-se com o capitão e o guiou até um ponto onde haviamos combinado. Fomos emboscados e derrotados, capturados e levados direto para a prisão de Ankh Morpork.


Chegando na prisão fomos descendo vários andares, segundo a organização da mesma quanto mais baixo mais perigoso você era, estavamos indo diretamente para o andar do necromante quando ... passamos por ele, o capitão disse que tinha uma surpreza para nós, nesse momento achei que seriamos executados, tentamos argumentar, afinal ainda que tivessemos capiturado o gnomo não haviamos matado ninguém. Não adiantou, fomos conduzidos a uma gruta em um dos andares mais baixos da prisão nos jogou lá, depois jogou nossas armas e bateu uma pesada porta. Para meu assombro deixaram T-800 com a gente, por deus não tenham desconfiado do plano.

Pegamos nossas armas e nos esgueiramos pela gruta, cheia de pilares de rocha formados pelo tempo. Após algum tempo conseguimos ver, uma enorme poça pútrida de sangue, exalava um cheiro terrível e era possível ver restos de monstros em seu interior. T-800 não havia perdido sua marca registrada e logo investiu contra o monstro. E descobriu da pior maneira possível que aquele sangue podre e amaldiçoado quando espirrava em um de nós cobria nosso corpo de chagas. Wicket manteve o ataque enquanto eu emprestava minha lança para o warforged ficar em uma distância segura. Quando ele avançou sobre o meu companheiro fui obrigado a dar um murro que o arrastou de volta enquanto cobria a retirada do T-800. Naraq resolveu acabar logo com a luta, ouviu se um brado e o anão lançou-se no ataque, várias machadadas rápidas e os olhos do anão soltando fogo, cada respingo de sangue que queimava a sua pele parecia trazer mais ódio a sua fúria. Dava para notar que depois do ataque o monstro começou a vacilar. O corpo ferido de Naraq parecia ser uma grande tentação para ele porêm.

Ordenei que Naraq retornasse mas, para a minha surpresa ele pediu que eu o curasse e ele mostraria ao monstro o que era sangue de verdade. Bom como dizem os anões são realmente teimosos, renovei seu ânimo para o combate e tal qual um touro bufando ele novamente investiu contra o monstro nesse momento a poça finalmente parou de se contorcer e se tornou somente mais uma poça de sangue no chão.

Bom estamos todos vivos, com nossas armas, dentro da prisão, ao lado do necormante mas, é como dizem, prisões não são feitas para dificultar a entrada mas, sim a saída.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cartas de Status

Bom continuando a disponibilizar os materiais que usamos em nossa campanha, fiz algumas cartas de status para ajudar no andamento do combate.

Todos dizem que o combate ficou mais simples agora com a 4ed. eu diria que ficou mais simples em partes. Não temos mais várias manobras, outro dia eu peguei o PH da 3.xed e contei as manobras possíveis em combate, acho que deu algo em torno de 60 enquanto na 4ed é algo em torno de 20. Mas, verdade seja dita agora a cada turno você está sendo afetado por um status diferente, e as vezes isso complica as coisas, ficar toda hora perguntando para o mestre o que aquele status dá não é a melhor saída. Por isso seguindo a ideia de alguns sites fiz essas cartas de status, elas estão em inglês por que usamos a edição americana e já contei com o update no status de dominated.

Se as cartas forem impressas sem nenhum redimensionamento irão caber naqueles plásticos feitos para guardar cartas de magic, caso mande redimensionar as cartas serão levemente menores.

CARTAS DE STATUS
http://www.4shared.com/file/219105902/be7cb4ef/Status_Cards.html

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Reporte de sessão 3

Um reporte de sessão é um relato (nada) sucinto dos acontecimentos na última sessão de jogo. Haviamos nos dirigido para uma cidade vizinha a nossa, na esperança de encontrar alguma informação de um necromante que havia sido aliado de Hallowmark. Quando chegamos lá nos deparamos com uma cidade fantasma supostamente governada por um vampiro, fomos até os calabouços da cidade conversar com o vampiro, quando descobrimos que ele não passava de um testa de ferro para o necromante que estavamos procurando, depois de uma batalha atroz conseguimos desacordá-lo e agora esperamos que ele recobre a consicência para que possamos fazer algumas perguntas.

O GRUPO
  • Gil Galard - Eladrin Warlord - Puppet
  • T-800 - Warforged Barbarian - Sub Cmt Marques
  • Naraq-Inbar - Anão Ranger - Naraq-Inbar
  • Wicket Ewok - Elfo Ranger - Soulcrook
A MISSÃO


Passou se algum tempo até que o necromante recobrasse a sua consiência, enquanto isso deixamos T-800 de vigília. Assim que ele recobrou a conciência o interrogamos de sua aliança com Hallowmark. Ele disse que nunca havia sido aliado do halfling e que este na verdade o havia roubado a mando de um certo gnomo. Tratava-se de um artefato, um rubi capaz de aprisionar uma alma enquanto o gnomo era o maldito comerciante que nos havia vendido as poções de esgoto. Segundo o necromante eles foram aliados durante um tempo, e se dedicaram ao estudo da criação de homuncúlos e mortos-vivos, e por fim um híbrido entre esses dois mas, para conseguir prender uma alma em um constructo o gnomo precisava da joia do necromante por isso a roubou. O gnomo criou então o ser meio morto-vivo meio homuncúlo e o colocou para proteger o seu tesouro mas, não foi capaz de controlá-lo então o tesouro do gnomo se encontra indiponível mesmo para ele. Fizemos um acordo com o necromante, nos trariamos de volta a joia para ele mas, ele seria julgado segundo as leis da vila, ainda que não nos sintamos obrigados a isso eu e T-800 não gostamos da ideia de tiranos controlando as pessoas de bem, deixamos claro porêm, que queriamos que ele ficasse vivo, ou então a vila conheceria a nossa ira.

Partimos em direção a nossa vila, sedentos pelo sangue do gnomo que nos havia tapeado e mandado-nos como trouxas para terminar o serviço que ele havia começado. Ao chegar em nossa casa demos de cara com o nosso antigo amigo Wicket Ewok que havia partido para as suas terras a algum tempo. Ele disse que ficaria feliz em nos acompanhar novamente e não deixou muito claro o motivo de seu retorno.

Enquanto colocavamos a conversa em dia e explicavamos a Wicket nosso plano de vingança, fomos interrompidos por nossa secretária, dizendo que havia um anão em nossa porta interessado em nossos serviços. Segundo a nossa secretária o anão também possuia um problema com o gnomo, algo relacionado a um tônico pra sua barba.

Ao chegar na sala demos de cara com um anão que fazia malabarismos com seus machados, perguntei o que ele queria e como iria pagar. O anão disse que queria se vingar de Verachtungunwürdiger e que o havia seguido durante um tempo, como forma de pagamento poderia oferecer os seus serviços. Disse a ele que não precisavamos de um malabarista e quando estava me voltando de costas um machado passa ao lado da minha orelha esquerda e crava na parede ao fundo. Pude ouvir também o arco de Wicket se retezar mas, detive o tiro com um pedido. Ainda que seja um malabarista, é um malabarista forte - disse a ele - Além disso, andou seguindo nosso alvo então pode ser de alguma ajuda, seja bem vindo aos Monters Busters! Depois disso ele se apresentou como Naraq-Inbar.

O gnomo possuia um quarteirão inteiro na cidade, entre comércio, bancos e outras lojas de nescessidade. Aguardamos até anoite quando o anão nos guiou até um passagem onde ele havia visto o gnomo sumir por algumas vezes. Os olhos de Wicket logo compravaram as lendas sobre os elfos, ele conseguiu encontrar uma reentrância na parede que logo revelou uma porta secreta que dava em um estreito e longo corredor chegamos em uma sala de jantar, com uma mesa no meio, oito cadeiras e duas portas na parede oposta, uma a esquerda e outra a direita. Resolvemos ir pela porta da direita, a porta dava em um corredor um pouco mais largo com três portas na sua parede direita e uma ao fundo, no final do corredor havia uma criatura metalica semelhante a um tatu mas com lâminas rodando para todo o lado, investimos contra a besta e essa soou um alarme muito alto. Derrotamos o monstro mas durante o combate ouvimos várias placas de metal se chocando contra o solo, engrenagens e correias sem entender muito do que se tratava.

Tentamos abrir as portas do corredor mas, nenhuma cedeu, resolvemos então quebar uma das portas o que botou fim ao mistério dos ruídos, atrás da porta havia uma parede metalica tentamos todas as portas mas, todas se encontravam da mesma maneira, inclusive a porta da esquerda na sala e a porta por onde entramos. Ouvimos a voz do gnomo dizendo que os invasores poderiam sair agora se quizessem, ou teriam que testar sua força contra a dele, nesse momento a cortina de metal que estava na porta de saída se abriu.

Resolvemos buscar o mecanismo, Wicket mais uma vez mostrou o poder dos olhos elfícos e o localizou em um painel escondido na parede da sala de jantar, infelismente seus olhos falharam ao ver a armadilha e um gás foi disparado contra ele fazendo com que ele não consiga respirar direito mas, mesmo assim ele conseguiu desativar o mecanismo.

Voltamos ao corredor e vimos que a porta que haviamos arrebentado era um quarto, com um enorme guardião metalico em seu fundo. Investimos contra o guardião mas, sem sucesso como este também não apresentava comportamento agressivo, abandonamos o quarto rapidamente.

Abrimos as demais portas, nada demais, uma dispensa, um banheiro e uma cozinha somente a porta final guardava algo. Tratava-se de uma porta falsa que escondia outra porta, essa sim trabalhada em pedra com grossos dormentes e runas mágicas entalhadas nos batentes. Não consegui ler as runas e a fechadura se revelou um verdadeira desafio para nosso ranger, após algumas tentativas uma barreira mágica se formou frente a porta impedindo que qualquer coisa viva a tocasse, atrapalhando assim o manuseio das gazuas.

Pouco tempo depois, o guardião começou a se mover em direção a sala, logo entendi que ele acionaria o mecanismo nos prendendo no corredor, falei a todos que corressem para sala. Chegando lá para a nossa grata surpresa quem tentava re-acionar as barreiras era o gnomo, derrubamos o guardião e rapidamente cercamos o gnomo e o capturamos.

Ele concordou em abrir a porta selada para gente, T-800 continua sendo muito convincente com seu machado, mas, disse que não era capaz de controlar as criaturas de seu próprio calabouço além disso as catacumbas contavam com dezenas de armadilhas e eram um labirinto. Ele deu algumas indicações do caminho, segundo ele um caminho seguro.

Entramos no labirinto, afim de nos apossamos do tesouro do gnomo e do rubi para o necromante, para a nossa surpresa ao fechar a porta em nossas costas o gnomo disse "Não toquem em nada", maldito, fiquei pensando se estavamos descendo até o inferno para voltarmos de mão abanando.

Fomos seguindo criteriosamente as orientações do gnomo, bom não fomos supreendidos por nenhuma armadilha mas, finalmente vimos do que se tratava as experiências dos dois. Dois golens surgiram em nossa frente, um parecia um esqueleto cheio de espinho mas, os seus ossos eram unidos por placas metalicas e os espinhos podiam saltar de seus lugares e quando o faziam pareciam ter algum veneno que nos embaçava a vista e nos deixava lentos. O outro um zumbi com o braço direito extremamente desproporcional e musculoso, por entre suas chagas conseguiamos ver que seus tendões não eram de carne mas sim de metal, ele atacou como um touro enfurecido, abrindo passagem com o seu braço se posicionando em nosso flanco.

Foi uma batalha feroz, eu e Araq não conseguiamos nos recuperar do veneno dos ossos, nossa visão ficou turva durante todo o combate, além disso, os braços desproporcionais faziam com que os inimogos alcançacem a segunda fila do combate o tornando ainda mais difícil. Vencemos com alguma dificuldade mas, vencemos. Quaze tombamos para explosão final do golem de osso que ao se desfazer espalhava seus espinhos para todos os lados.

Continuamos seguindo as indicações do gnomo, por vezes ouviamos criaturas de metal bastante pesadas e pediamos aos deuses que elas estivessem longe de nosso caminho.

Chegamos até outra bifurcação mas, nessa havia duas armaduras metalicas no esperando, enquanto outro golem de osso vinha mais atrás. Para piorar a situação tal qual dois totens de obisidiana surgiram mais dois monstros, eram esguios e altos e negros como uma noite fria na tundra, seus corpos eram cobertos de runas arcanas de cor purpura.

Logo no inicio do combate as armaduras e o golem investiram contra nos mas os dois totens apenas cruzaram os braços e tudo ficou mais escuro e frio, o ar se encheu de murmúrios que pediam pelas nossas almas. Tivemos que utilizar a nossa Seed of War e ela se mostrou de grande valor para acabar com as duas armaduras animadas. Descobrimos, no entanto, o que os dois totens faziam, quando matavamos um de seus aliados sentiamos as garras da morte arrancar pedaços de nossas almas, nossa sanidade ser drenada. Tentamos investir contra os totens mas, eles se mostraram muito duros para as nossas armas, ainda que tementes pelas explosões matamos o golen de osso. As duas estatuas se viram então obrigadas a lutar. Nesse momento a coragem em nossos corações vacilava pois, estavamos esgotados, nossas forças haviam sido completamente drenadas. Tal qual um lobo acuado atacamos de forma feroz, se havia um sopro de vida em nossos pulmões mostrariamos a eles o poder desse sopro.

Vencemos, mas por mais que a ideia seja abominável, precisamos descansar, recuperar nossas feridas e nosso ímpeto. Começamos a arrumar nosso acampamento esperançosos por uma noite tranquila em que os monstros estejam somente em nosso pesadelos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Mundo

Na atual campanha os personagens se encontram em um mundo cinza e amorfo capaz de se moldar em um piscar de olhos (do mestre, é claro). Mas apesar do mestre ter alinhamento caótico, há ordem no meio do caos. Nesse post darei uma visão geral de como o Mundo se formou até se tornar aquilo que os personagens conhecem.

Primórdios

O surgimento do mundo é pouco conhecido, mas se acredita que ele tenha surgido da "Magia Primordial" que paira sobre tudo. Tal magia é muito antiga e selvagem, isso acabava resultando no surgimento de portais para outros planos, artefatos de poder inestimável, entre muitas coisas existentes no Mundo; como as diversas raças que o povoavam e viviam em harmonia com tudo aquilo.

Não tardou a surgir criaturas que tentaram se aproveitar de tamanho poder; esses seres subjulgavam as populações locais e armazenavam todos os tesouros que encontravam. Tudo isso causou o pânico na população que vivia com medo até que uma descoberta foi feita: a Magia tinha criado uma barreira capaz de impedir a passagem das criaturas mais poderosas em uma grande área do Mundo.

Pessoas começaram a fugir para esse local, mas a paz não podia ser alcançada quando humanos, elfos, anões, orcs, eladrins, gnomos, halflings e etc. eram obrigados a conviver num espaço muito menor que anteriormente. Quando tudo parecia perdido um grupo de seres muito poderosos que se diziam os pioneiros do local resolveram estabelecer a ordem e delimitar territórios, estipulando algumas leis para o local, hoje conhecido como o "Disco". Os pioneiros ainda existem, mas pouquissímas pessoas podem vê-los; eles mantém a ordem no mundo através de uma tropa especial treinada sobre seus olhos chamada de "Tropa Trogdor".

O Disco se isolou do mundo externo por muitas eras e a ordem vem sido mantida. As raças tem autonomia nos seus territórios, embora sobre os olhos severos da Tropa Trogdor.

O Disco

O mapa do disco é baseado (copiado é o termo apropriado) no Discworld.

  • The Hub é a região mais nobre, onde vivem os primordias e algumas criaturas de grande valor ou que prestaram um grande serviço ao Disco; além disso, a fonte da barreira (o centro do círculo) está localizada nessas terras. Llamedos é controlada pela Tropa Trogdor, onde é feito seu treinamento.
  • Os humanos controlam toda a área verde, exceto pelas Montanhas Rammerock. Ankh-Morpork é a cidade com mais habitantes do disco, uma área extremamente comercial.
  • Aos anões foi atribuída a região montanhosa do Disco, que compreende Lancre, Montanhas Trollbone e Montanhas Rammerock.
  • A região mais selvagem do Disco foi atribuída aos Elfos. A região rosa no sul possui as maiores florestas e todo o oeste os pertence.
  • Os eladrins ocupam a região das Montanhas Caderack e Wyrmberg; embora a região norte das montanhas tenha sido ocupada pelos Warforged numa guerra recentes.
  • Os halfings controlam as Estepes Hubland e No Thingfjord.
  • Os Tieflings e Goliahs dividem o calor de todo o território marcado em vermelho.
  • Aos Drows pertence todo o arquipélago em azul.
  • Muntab e Peninsula Orohai são regiões selvagens; com menção especial aos shifters.
  • O grande deserto em amarelo é o Oriente Médio xP. Orcs, goblins, hobglobins ocupam essa região que vive em constante conflito. Nada é feito, exceto manter os Half-Orcs no Ermo Hubward; da onde se mantém os limites do conflito na região em amarelo.

O mundo ainda está em fases de construção, então informações podem ser mudadas sem aviso prévio xP.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dicas : Interpretação de Personagens

Muito bem, depois de terminar a ficha, escolher os poderes, imaginar aquele combo mega muchikin, chega a hora de animar aqueles números, então o que fazer ?

Pois é, falando de forma simples, personagens de RPG não passam de um grupo de números em um folha de papel, então o que fazer ? como trazer forma aquele papel ? como torná-lo vivo ? A primeira coisa que você tem que imaginar é que você também não passa de um enorme conjunto de átomos, então o que o torna vivo e, principalmente, o que o torna único ?

It's Alive !! It's Alive !!

Antes de continuar preciso dizer que não irei responder essa pergunta, existem tratados enormes de filosofia sobre esse assunto, então seria muita prepotência achar que consigo respondê-la mas, em se tratando de RPG posso dar um ajuda. O que temos no RPG é basicamente o seu passado, o seu presente e seu futuro essas três eras da sua vida irão dizer como o seu personagem encherga o mundo.

O PASSADO
People don't change - MD. House

Sim o seu passado marca seu personagem de forma única, basicamente ele é que define toda a bagagem com a qual você interage com o mundo. O passado de um personagem pode levá-lo a ver o mundo de forma completamente diferente. Se você foi um escravo, por exemplo, sabe que existe crueldade nesse mundo e por muitas vezes experimentou o que o ser humano tem de pior. Coisas como um traição por dinheiro ou tortura não irão surpreendê-lo, essa última em especial você pode considerar até como corriqueira. Ao passo que se você foi um fidalgo que sempre viveu na corte, você pode achar que todas as pessoas são como vocês, fome é algo que não faz sentido assim como tortura. A traição é um crime intolerável e jamais deveria ser cometida por homens de bem.

Uma coisa interessente sobre seu passado é que ele diz de onde você veio mas, não diz quem você é. Não é por que você foi um escravo que agora você tem um comportamento violento. Alguns escravos podem ter um comportamento pacifista pois, já estão cansados de tanta violência.

Irei fazer um post futuramente só sobre isso mas a grande importância de possuir um passado é que ele geralmente determina o futuro do personagem. Por mais paradoxal que possa parecer mas, seu passado é que define uma motivação para o seu personagem, aquilo pelo qual ele irá lutar todo dia.

O PRESENTE
Cogito ergo, sum - René Descartes

Existe uma coisa interessante sobre as pessoas, elas não egecrhnam aiuqlo que etsá dtinae dos seus ohlos mas, sim aiuqlo que airetcdam que eãtso vdneo.

É exatamente esse ponto que torna seu personagem único, a forma que ele vê o mundo. Se o seu personagem veio de terras selvagens ele provavelmente terá uma certa desconfiança de magias arcanas, sobretudo, aquele homenzinho franzino que com um gesto incendeia a sala não parece ser a pessoa mais confiável. Ao passo que um homem de Sharn vê a magia como uma simples ferramenta e a utiliza, ou está em contato com ela, todo dia.

O importante aqui é que sua visão de mundo é diretamente moldada pelo seu passado, seus costumes e sua tradição dependem de onde você veio. Um exemplo simples é acompanhar dois conjuntos de pessoas de cursos de áreas diferentes na faculdade, uma turma das ciências exatas e outra das ciências humanas por exemplo. Cada uma das turmas possuíra maneirismos, de maneira geral quem estuda humanas tende a ser mais engajado em lutas sociais enquanto o pessoal das exatas está mais interessado no último chip lançado.

Observe que esses dois grupos são extremamente heterogênios, imagine agora a diferença do bárbaro vindo de terras selvagens, para o clérigo instruido nas artes do alto clero e por fim para o mago mestre dos segredos arcanos. Cada um irá se portar de forma diferente, coisas simples como comer com as mãos ou procurar um talher já marcam o seu personagem mas, o mais importante é passar a visão do seu personagem para os demais.

Ele teria uma lenda para os mortos-vivos ? Acredita nos espíritos das florestas ? Acha que a magia vem das profundezas do inferno ou seria uma dádiva dos deuses ?

O FUTURO
Dê-me um minuto para falar e poderei seduzir a rainha da frança - Voltaire

Pense naquilo que faz seu personagem acordar todas as manhãs e viver o dia. Aquilo que impulsiona cada passo e faz com que ele enfrente as adversidades do mundo com a cabeça erguida. A isso chamamos de motivação. Seu personagem, como um aventureiro busca algo, ele não é como os demais que saem de casa pela manhã, trabalham e retornam a noite. Cada vez que ele fecha a porta em suas costas ele não sabe se pode retornar, existe algo mais importante que a sua própria vida que o impulsiona e o faz entrar em masmorras e castelos assombrados.

O que seria isso, a busca por poder? Libertar o seu povo? Provar aos demais que ele é digno de valor ? Muitas vezes a motivação do personagem nasce em seu passado. Ele é um filho bastardo que nunca foi aceito pelo seu pai nobre, então talves ele queira provar que pode ser melhor que os filhos de sangue, viveu como escravo ? então com certeza sonha com a liberdade, ou talves queira a vingança ?

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim o mais difícil, costurar tudo isso. A juntar seu passado com sua motivação teremos a forma de ação do personagem, seu caráter. Um passado violento com uma motivação por vingança trará um personagem amargo e maligno, já um passado violento mas com a motivação pela libertação do povo dará origem a um personagem resignado com o mundo, alguém que viu o que o homem tem de pior mas, acredita nas boas ações.

Estabelecido seu caráter fica fácil determinar a forma que o personagem encherga o mundo, seriamos uma terra de oportunidades ou uma laranja podre que clama por um regente de braço forte para organizar a casa ?

A questão é entre uma machadada e outra seu personagem respira e observa o mundo, não tome esses momentos como pura enrolação, faça com que todos conheçam seus traços e torne seu passado e seu futuro presentes através de suas ações.

I'm Alive !! I'm Alive !!