quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Reporte de sessão 4

Um reporte de sessão é um relato sucinto (rs) dos acontecimentos da última sessão de jogo. Haviamos entrado no labirinto que fica no subsolo da casa do gnomo, estavamos atrás de uma joia capaz de armazenar a alma de uma pessoa, para entregá-la ao necromante, e também de mais um dos rubis de Hallowmark. Depois de duas batalhas contra terríveis golens estavamos exaustos e nos preparamos para montar acampamento.

O GRUPO
  • Gil Galard - Eladrin Warlord - Puppet
  • T-800 - Warforged Barbarian - Sub Cmt Marques
  • Sunaj - Deva Hybrid Swordmage/Wizard - Jean
  • Wicket Ewok - Elf Ranger - Soulcrook
  • Naraq-Inbar - Dwarf Ranger - Naraq-Inbar
  • Péti - Halfling Rogue - Barba
A MISSÃO

Terminamos de montar acampamento, escalamos a guarda, primeiro T-800 e depois eu, nós dois dormimos pouco enquanto nossos outros companheiros precisam de mais tempo. Ainda durante a primeira hora T-800 ouve o barulho de correntes sendo arrastadas e se aproximando, ele acorda a todos e nos vemos de frente a um enorme golem feito de correntes, não havia condições de enfrentá-lo. Corremos até uma bifurcação e tentamos nos esconder. Infelizmente furtividade não é um dos meu talentos, nem do T-800 o golem conseguiu nos ouvir e mais uma vez se aproximava de nós. Havia pouco tempo para pensar, existia uma porta no final do corredor mas, era certo que havia armadilhas ali. Resolvemos eu e T-800 distrair o monstro enquanto Wicket trabalhava na porta e nas armadilhas.

De perto o golem era ainda maior que aparentava, e para o nosso total pânico havia corretes no chão para todo o lado, essas correntes se entrelaçavam em nossas pernas e deixavam o movimento muito difícil. Quando nos preparavamos para atacar ouvimos o ruído de um trovão, Wicket acabava de cair em uma armadilha, é seria uma noite longa. O golem nos enredou e nossas armas se monstraram inúteis contra ele. Wicket recuperou a conciência depois do estrondo e abriu a porta eu me teleportei para longe mas, infelizmente T-800 não possui tal habilidade, corremos para a sala e fechamos a porta rezando pela alma de nosso companheiro e preparando o pergaminho de ressurreição.

O monstro levou T-800 mas, não o matou, ainda que ele tentasse escapar as correntes sempre o apertavam cada vez mais e mais, não havia como sair dali. Na sala contruímos uma barricada na porta e finalmente conseguimos durmir. No outro dia logo que acordamos resolvemos avançar um pouco mais no labirinto mas, dessa vez de forma bem cautelosa. Wicket ia na frente escondido e avançavamos sempre que estava tudo tranquilo.

Chegamos ao centro do labirinto, e Wicket pode ver qual era a criação do gnomo, tratava-se de um esqueleto de serpente no lugar da cabeça havia o cranio de um humanoide pequeno, como um halfling, no cranio havia incrustados quatro rubis. Resolvemos voltar, eu e Wicket não somos uma grande força e Naraq insistia em ficar dançando forró com uma anã imaginária, nada despertavá-o do transe.

Enquanto voltavamos vimos T-800 enredado pelo golem, parecia morto, como na noite anterior não teriamos força para retirá-lo dali, precisavamos de gente e um plano. Chegamos até a porta o maldito gnomo havia trancado-a e queria cobrar para abrí-la, logo o dissuadimos e falamos que precisavamos de ajuda senão não conseguiriamos derrotar o monstro do meio do labirinto.

O gnomo foi até nosso QG, lá encontrou Sunaj lavando a louça e mais um pequeno companheiro de nome Peti, novamente cobrou pelas informações (eu já disse que odeio esse gnomo ?) e os levou até a entrada do labirinto. Durante a volta passamos novamente perto do golem de correntes, depois de algumas tentativas frustadas Sunaj apareceu com uma magia que acertou T-800 e o teleportou para longe do monstro. Descobrimos, para a nossa alegria que T-800 ainda estava vivo, ferido mas vivo. O gnomo nos deu uma informaçã valiosa, aparentemente os golens ativam somente durante uma hora no dia, limpam os labirintos e retornam a sua posição inicial. Tinhamos tempo então antes daquele monstro de metal se reativar.

Peti logo revelou sua utilizade, ainda que seus olhos fossem piores que os do elfo suas mãos eram bastante ágeis com suas gazuas e ferramentas. Chegamos até o quarto central ondea serpente nos aguardava. Uma flecha certeira de Wicket a derrubou, depois disso foi a vez de T-800 mantê-la no chão com suas machadadas. Com um brado enchi os corações de meus companheiros de confiança. A batalha trancorria mais fácil do que esperado e pouco a pouco as chamas que queimavam dentro das joias se apagavam. De repente Naraq que estava um tanto zonzo durante o combate, algo normal para ele, tomba em nossa frente, totalmente pálido enquanto uma das joias se acende novamente. Era óbvio para todos o monstro sugava almas. Sunaj usou então um de seus mais poderosos ataques e o monstro ficou completamente indefeso. Usamos toda a força que possuiamos para matá-lo rapidamente mas, não sem antes perder a alma de Sunaj.

Retiramos os rubis da face do monstro, podia-se ver as duas almas dentro deles. Subi até o altar e joguei uma corda para Wicket, ele rapidamente encontrou uma pedra solta e pediu para que eu descesse. Infelizmente os olhos do elfo foram novamente enganados e mais uma vez um gás voou em sua direção. Wicket saiu do altar carregando um baú, dentro dele um relógio com a foto do gnomo, eu peguei o relógio e guardei em meu bolso junto com as joias. T-800 resolveu carregar o esqueleto da serpente no pescoço como um adorno.

Voltamos para a porta de entrada, dessa vez ouviamos vários passos átraves da porta que se abriu assim que dissemos que estavamos com o tesouro. Para a nossa surpresa o gnomo havia chamado a guarda de Ankh Morpork, e além dele encontravam-se na sala mais dois soldados e seu capitão. O gnomo havia os dito que nós eramos ladrões, eu retruquei dizendo que ele havia nos contratado e não havia pago. Após alguma discussão ele perguntou sobre o tesouro e os rubis, eu disse que haviamos quebrado os rubis, pois eram vis embora ele não pareça ter acreditado muito em mim T-800 conseguiu ser bastante convicente. Aproveitei de um minuto de distração e pedi que Wicket entregasse seu arco para os guardas mas, que desse algum trabalho a eles. Enquanto eles se degladiavam eu aproveitei para esconder os rubis em um dos compartimentos do T-800.


Me voltei ao gnomo e disse - Perdemos dois colegas e esse não é o meu melhor dia, você pode deixar esses homens nos prederem, aí seu relógio vira a prova de um crime e você só vai vê-lo daqui a alguns meses, ou você nos deixa ir em paz e tem seu relógio de volta agora - O gnomo notou que não tinha opções e fez o acordo. Além do estipulado teriamos que manter distância do gnomo e de suas propriedades, fomos embora e o nojentinho ainda teve coragem de me oferecer um pergaminho de ressurreição.

O boato da invasão da casa do gnomo espalhou feito um rastilho de pólvora, resolvemos que não era mais seguro ficar na cidade, dispensamos a Janine arrumamos a carroça e partimos em direção a cidade do necromante.

Ao chegarmos lá tivemos uma grata surpresa, ainda não era uma cidade movimentada mas, havia vida nas ruas. Os boatos sobre a nossa invasão pareciam não ter chegado ou as pessoas não lhes deram ouvidos. Fomos até a taverna procurar pelo paradeiro do necromante, infelizmente descobrimos que ele havia sido pego pela guarda de Ankh Morpork para a prisão central dos reinos. Usamos de nosso status conseguido na cidade para que um clérigo fizesse um ritual de preservação de corpos e partimos para Ankh Morpork.

Chegando lá fomos direto para a prisão, com exeção de Peti que resolveu andar pelas ruas cobertas de pessoas. Chegando na prisão dissemos que precisávamos falar com o prisioneiro chamado Borrich, o guarda nos informou que ele era um dos prisioneiros especiais e que precisariamos de uma permissão especial do chefe da guarda que se encontrava fora da cidade, bom sabiamos que ele jamais consederia essa permissão para nos. Tentamos dissuadir o guarda dizendo que o necromante havia se apoderado da alama de dois de nossos companheiros mas, mesmo assim ele foi irredutível.

Bom estavamos em uma situação desesperada, precisavamos de um plano desesperado. Nos afastamos da cidade e demos início a algo que vai mudar nossa trajetória nesse mundo. Primeiro pedi a Peti que voltasse a Ankh Morpork e espalhasse boatos que T-800 estava bastante descontente com o grupo. Quebramos uma das joias e ressucitamos o anão, ainda que o Deva fosse nosso aliado por mais tempo eu precisava de força bruta, quebramos a outra pedra para liberar a alma de Sunaj.

Voltamos até cidade e montamos campana frente as lojas do gnomo, agora T-800 não andava mais conosco, esperamos por três dias mas, sempre que ia se deitar o gnomo estava acompanhado. No final do terceiro dia notamos que ele preparava uma caravana tinhamos que agir agora, quando o gnomo chegou junto com o capitão da guarda para se recolher eu teleportei no meio dos dois com a lança apontada para o pescoço do capitão - Mova um músculo e você morre - Wicket e sua flecha certeira miravam a cabeça do gnomo, após alguns instantes o anão se juntou a nós na emboscada. Para dentro e sem dar um pio - eu disse - Não tenho muito mais coisa a perder nesse mundo, andem !!


Chegamos até a sala de estar e Wicket rapidamente acionou as portas de metal, estavamos presos; perfeito ! Ordenei que o gnomo ressucitasse o deva mas, quando fui fustigá-lo com minha lança ele desapareceu. É um tolo gnomo, não pode ficar invisível para sempre e não pode fugir daqui - gritei pela sala. Nesse momento o capitão resolveu nos dar algum trabalho, abatemos ele mas, apenas o desarcordamos. O gnomo concordou então em fazer o ritual mas, disse que precisava de insumos que estavam no depósito - É a porta da esquerda, abra a da direita e você morre - Eu disse a ele, ele abriu o depósito e fez o ritual enquanto mantinhamos o capitão desacordado. Com Sunaj ressucitado jogamos o gnomo no depósito e fechamos a porta, fomos embora então.

Na manhã T-800 encontrou-se com o capitão e o guiou até um ponto onde haviamos combinado. Fomos emboscados e derrotados, capturados e levados direto para a prisão de Ankh Morpork.


Chegando na prisão fomos descendo vários andares, segundo a organização da mesma quanto mais baixo mais perigoso você era, estavamos indo diretamente para o andar do necromante quando ... passamos por ele, o capitão disse que tinha uma surpreza para nós, nesse momento achei que seriamos executados, tentamos argumentar, afinal ainda que tivessemos capiturado o gnomo não haviamos matado ninguém. Não adiantou, fomos conduzidos a uma gruta em um dos andares mais baixos da prisão nos jogou lá, depois jogou nossas armas e bateu uma pesada porta. Para meu assombro deixaram T-800 com a gente, por deus não tenham desconfiado do plano.

Pegamos nossas armas e nos esgueiramos pela gruta, cheia de pilares de rocha formados pelo tempo. Após algum tempo conseguimos ver, uma enorme poça pútrida de sangue, exalava um cheiro terrível e era possível ver restos de monstros em seu interior. T-800 não havia perdido sua marca registrada e logo investiu contra o monstro. E descobriu da pior maneira possível que aquele sangue podre e amaldiçoado quando espirrava em um de nós cobria nosso corpo de chagas. Wicket manteve o ataque enquanto eu emprestava minha lança para o warforged ficar em uma distância segura. Quando ele avançou sobre o meu companheiro fui obrigado a dar um murro que o arrastou de volta enquanto cobria a retirada do T-800. Naraq resolveu acabar logo com a luta, ouviu se um brado e o anão lançou-se no ataque, várias machadadas rápidas e os olhos do anão soltando fogo, cada respingo de sangue que queimava a sua pele parecia trazer mais ódio a sua fúria. Dava para notar que depois do ataque o monstro começou a vacilar. O corpo ferido de Naraq parecia ser uma grande tentação para ele porêm.

Ordenei que Naraq retornasse mas, para a minha surpresa ele pediu que eu o curasse e ele mostraria ao monstro o que era sangue de verdade. Bom como dizem os anões são realmente teimosos, renovei seu ânimo para o combate e tal qual um touro bufando ele novamente investiu contra o monstro nesse momento a poça finalmente parou de se contorcer e se tornou somente mais uma poça de sangue no chão.

Bom estamos todos vivos, com nossas armas, dentro da prisão, ao lado do necormante mas, é como dizem, prisões não são feitas para dificultar a entrada mas, sim a saída.

3 comentários:

  1. Dever de casa, assistir a primeira temporada de Prision Break !!

    ResponderExcluir
  2. Só para deixar aqui que talves depois o zucatto comenta mas, só enquanto eu escrevia o reporte que eu liguei que o crânio da serpente era de um Halfling, será que esse detalhe era importante xD~ !!!

    ResponderExcluir